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Musicoterapia: Um tratamento no tom certo

O tom do tratamento é dado com a utilização de músicas, de sons, do corpo e até do próprio silêncio. Com o objetivo de integração e adaptação social, comunicação e autoconhecimento, a musicoterapia também funciona como estímulo para o desenvolvimento psicomotor e sensorial, favorece o processo de concentração e memória, além de facilitar na elaboração de traumas e de outros entraves emocionais.

musicoterapia

Sem contra-indicação e especialmente aconselhada para casos de distúrbios de aprendizagem, hiperatividade, deficiência mental, transtornos abrangentes ao desenvolvimento, transtornos psíquicos, terceira idade e pessoas que buscam o autoconhecimento, esta terapia trabalha o ser humano globalmente e até por isto, vem sendo incorporada em ambientes hospitalares, clínicas, consultório e complementando o trabalho já realizado por outras especialidades como fisioterapia, a psicologia, a medicina entre outras.

O tratamento depende da vontade e da disponibilidade do paciente ou aluno e este pode ser realizado de duas maneiras distintas: ativamente ou passivamente. No primeiro caso, a pessoa tem liberdade para criar suas próprias músicas e interagir com diferentes instrumentos musicais. Já no modo passivo, o aluno assume papel de ouvidor e passa a batuta para o professor.

Segundo o musicoterapeuta André de Paula Lima e Oliveira Lopes, o profissional tem que ter certa sensibilidade para identificar o que o aluno necessita naquele momento e adequar as técnicas aos seus interesses pessoais. “Com crianças hiperativas, eu parto do oposto, ou seja, as permito descarregar as energias em algum instrumento musical para somente depois, eu focar em outros exercícios”, disse André.

As sessões terapêuticas podem acontecer individualmente ou coletivamente, mas grupos são formados somente quando há compatibilidade entre os participantes. “O ideal é que seja feita, pelo menos, uma sessão de musicoterapia durante a semana e o tratamento não tem data marcada para terminar, mas dois anos são suficientes para alcançar resultados positivos”, comentou Lopes.

O musicoterapeuta também falou que não há uma orientação educacional durante o tratamento. “Os alunos não aprendem a ler partituras e nem, a tocar um instrumento específico. Eles têm acesso a vários instrumentos e podem explorá-los à vontade durante as aulas. O professor somente intervém nesta escolha quando há uma fixação por um único instrumento e é preciso descobrir o que há por trás deste comportamento”.

O contato dos seres humanos com a música pode resultar em grandes benefícios à saúde, mas também pode proporcionar a todos seus adeptos a oportunidade de enfrentar os problemas diários ou o contato com a realidade de maneira mais harmoniosa, alegre e lúdica.

“Trecho do Suplemento Feminino do Estadão”… Musicoterapia

A coordenadora do Curso de Musicoterapia da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), Maristela Smith – formada em Musicoterapia pelo Centro Universitário do Conservatório Brasileiro de Música e com mestrado em Psicologia pela Universidade São Marcos – endossa os benefícios da música para a saúde física e mental:

- É utilizada para aumentar, manter ou restaurar um estado de bem-estar. Os especialistas veem vários benefícios, como melhora da coordenação motora, redução da ansiedade, do sentimento de solidão e da depressão, reforço no sistema imunológico e estímulo ao convívio social.

Que tipo acalma? Se você pensou exclusivamente em música clássica, errou. Segundo Maristela, não há um receituário. Cada pessoa traz na sua bagagem de vida um repertório musical e afetivo próprios. “Pegue um caderno e faça uma lista, anotando por ordem de importância músicas que marcaram sua vida, quando tinha 5 anos, 15 anos, o primeiro beijo ou quando se casou, e faça um CD. Leve na bolsa, ouça no trânsito ou mesmo faça uma pausa no escritório. Bastam dez minutos por dia para restabelecer a calma.”

Algumas dicas ajudam a potencializar os efeitos da música. “Existe uma grande diferença entre ouvir e escutar. É fundamental escolher um ambiente calmo, sem interferências de ruídos, de forma que se processe os sons mentalmente”, recomenda.

Segundo Tereza Mello, da ONG Brahma Kumaris, a meditação raja yoga consiste na criação de pensamentos construtivos e elevados, de natureza espiritual, visando a estabelecer um estado mental de harmonia e tranquilidade interna. “Fisicamente, nos sentimos mais dinâmicos e leves e, mentalmente, a clareza aumenta.”

Ter um ambiente propício para se concentrar ajuda bastante, mas não é pré-requisito, uma vez que o mais importante é manter uma atitude positiva. Quanto ao tempo dedicado à meditação, depende do que o praticante quer alcançar. “Para os iniciantes, é aconselhável dez minutos por dia. Depois esse tempo vai aumentando gradualmente.”

Atenção à respiração: “Na medida em que a velocidade dos pensamentos é reduzida, podemos eliminar as inutilidades internas e, com isso, naturalmente, a respiração torna-se mais lenta.” Para quem quiser saber mais a respeito, a ONG (www.bkwsu.org/brasil) oferece cursos mensais de meditação.

De acordo com a psicóloga Maria Aparecida das Neves, educadora especializada em terapia complementar e à frente da DisqFloral & Aromaterapia, os óleos essenciais são os antioxidantes poderosos da natureza: varrem os radicais livres do organismo, ajudando a manter o estado de bem-estar. “São grandes aliados femininos, pois ajudam a limpar os sentimentos negativos e emoções bloqueadas, eliminando a raiz que gera doenças ou condições para que elas se manifestem.”

Com anos de experiência em florais de Bach, a terapeuta sugere a complementação do relaxamento aromaterápico com música instrumental. “Acabamos de lançar um CD com 38 músicas compostas e executadas pelos músicos Adriano Grinberg e Edu Gomes, feitas sob medida para cada uma das essências catalogadas pelo médico inglês Edward Bach.”

Quando se pensa em aromaterapia, um item muito importante é checar a procedência dos óleos, uma vez que sua absorção (por via respiratória e pela pele) é quase que imediata, diz a terapeuta. Nem todas as pessoas têm informações de como utilizá-los no dia a dia: “Para definir que óleo escolher, primeiro é preciso fazer uma autoavaliação. Se a ideia é relaxar, o mais conhecido é o de lavanda. Mas também podem ser usados os de camomila romana ou bergamota.”

É possível beneficiar-se dos óleos essenciais por meio de inalação a vapor, vaporização no ambiente, escalda-pés, banho aromático (na banheira) e automassagem localizada. O óleo essencial deve sempre ser misturado ao óleo vegetal de base. A diluição indicada é de 1 ml de óleo essencial para 50 ml de óleo de base. O ideal é usar os óleos pela manhã ou à noite, descansada.
Selecionado do SUPLEMENTO FEMININO do Jornal

“Recentemente, várias pesquisas comprovaram que a música tem finalidades terapêuticas e grande potencial de cura” e o número de empresas adotando tal tipo de atividade visando o bem estar de seus funcionários tem crescido a cada instante. Veja, abaixo amostra do que a música é capaz de fazer:

  • Diminui a ansiedade e as complicações cardíacas
  • Aumenta a disposição física e mental
  • Promove o equilíbrio da pressão arterial
  • Melhora a resistência física
  • Relaxa em situações de grande estresse
  • Estimula o bom humor
  • Deixa a mente serena
  • Melhora a concentração nas atividades intelectuais
  • Deixa mais apurada as sensações gustativas, olfativas e visuais
  • Alivia a dor de cabeça

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